terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Absurdo

Na cabeça de Marcos as coisas faziam um nó.

- Eles quem cara? Do que você tá falando? Nada disso faz sentido!

- Você capotar um carro também não faz. Não é porque não compreendemos que não exista.

- Você me disse que há uns 300 como eu e você. Todos podem fazer esse tipo de coisa?

- Sim. E muito mais!

- Por quê?

- Por que existimos ou por que temos esses dons?

- As duas coisas.

- Não faço a menor ideia.

Marcos ficou indignado.

- E você disse que "eles" são em maior número. Quem são eles?

- Eles são nossos antagonistas, nossos opostos. Nós estamos em guerra!

"Eu devo estar sob efeito de algum alucinógeno, só pode!"

- E por que estamos em guerra?

- Esse é o maior mistério. Tem sido assim há milênio.

- Milênios? Quer dizer que sempre existiram esses 300?

- Sim. Mas antes que me pergunte se são os mesmo, lhe digo que não.

- E como ou por que fui escolhido para ter essa coisa?

- É aleatório. Sempre que um morre, aparece um substituto perto.

Marcos ficou paralisado.

- Eu disse: estamos em guerra!

- Não irei participar disso. Essa guerra ou sei lá o que que vocês estão fazendo, não é minha.

- Não só é parte dela, como já está participando. Eles, os outros, os opostos, também saberão de você em breve. E virão atrás de você ... para matá-lo.

Marcos arregalou os olhos, e uma gota de suor caiu de sua testa.

- Fique calmo! Já te achamos! - disse o rapaz sorrindo.

"Ah claro! Ajudou muito."

- Aliás, nem me apresentei. Meu nome é Diogo. Diogo Cavalcante.

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