Na cabeça de Marcos as coisas faziam um nó.
- Eles quem cara? Do que você tá falando? Nada disso faz sentido!
- Você capotar um carro também não faz. Não é porque não compreendemos que não exista.
- Você me disse que há uns 300 como eu e você. Todos podem fazer esse tipo de coisa?
- Sim. E muito mais!
- Por quê?
- Por que existimos ou por que temos esses dons?
- As duas coisas.
- Não faço a menor ideia.
Marcos ficou indignado.
- E você disse que "eles" são em maior número. Quem são eles?
- Eles são nossos antagonistas, nossos opostos. Nós estamos em guerra!
"Eu devo estar sob efeito de algum alucinógeno, só pode!"
- E por que estamos em guerra?
- Esse é o maior mistério. Tem sido assim há milênio.
- Milênios? Quer dizer que sempre existiram esses 300?
- Sim. Mas antes que me pergunte se são os mesmo, lhe digo que não.
- E como ou por que fui escolhido para ter essa coisa?
- É aleatório. Sempre que um morre, aparece um substituto perto.
Marcos ficou paralisado.
- Eu disse: estamos em guerra!
- Não irei participar disso. Essa guerra ou sei lá o que que vocês estão fazendo, não é minha.
- Não só é parte dela, como já está participando. Eles, os outros, os opostos, também saberão de você em breve. E virão atrás de você ... para matá-lo.
Marcos arregalou os olhos, e uma gota de suor caiu de sua testa.
- Fique calmo! Já te achamos! - disse o rapaz sorrindo.
"Ah claro! Ajudou muito."
- Aliás, nem me apresentei. Meu nome é Diogo. Diogo Cavalcante.
Nenhum comentário:
Postar um comentário