Suando, com o corpo quente, e com uma sensação de moleza, Marcos arrastou-se apoiando-se nas paredes para longe dali. E via todo mundo correndo em direção ao local, enquanto ele próprio se afastava.
“Será que foi uma bomba? Mas não teve explosão, e nem fogo.”
Chegou à empresa um pouco mais tranqüilo. Comentou com a segurança o que acabara de ver, e bateu o cartão com 43 minutos de atraso.
“Vou ouvir de novo!”
Ao chegar ao seu setor de trabalho, antes mesmo de vestir o uniforme, foi questionado pelo seu chefe sobre seu atraso. Como Marcos previra, ouviu muito do chefe que não acreditou em sua história, mesmo sendo verdadeira. Marcos tinha como atestar o ônibus quebrado, era só ligar na empresa de ônibus. E podia atestar o acidente com o carro que presenciara a pouco, mas sabia que não adiantaria. Chefe sempre tem razão, pensava ele.
Foi até o vestiário, mas estava muito nervoso. Para piorar, quando foi abrir o cadeado que ficava em seu armário, acabou quebrando a chave. Explodindo de irritação, deu um murro na parede ao lado, sem olhar, com a mão esquerda. E ouviu em seguida um estrondo, e mais gritos.
Marcos virou-se rápido e pôde ver uma moça no vestiário feminino, vestindo-se e gritando, questionando como ele tinha quebrado a parede.
“Caramba! O que está acontecendo?!”
Logo chegou mais gente. E perguntaram como aquele buraco com mais ou menos 1 metro tinha aparecido na parede.
Marcos explicou que irritado, socou a parede, mas que obviamente, ela devia estar danificada. Marcos não teria força para quebrar uma parede.
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