quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Diogo Cavalcante

Diogo Cavalcante, 34 anos, solteiro, bem apessoado. Trabalha como corretor de imóveis desde os 25, o que lhe deu um certo conforto diante das circunstâncias da "guerra" que trava com os "opostos".
Por trabalhar com o carro, pode se locomover livremente pela cidade, culpando o trânsito por seus atrasos em algumas visitas de negócios.

- Marcos Costa. - disse Marcos estendendo a mão para cumprimentá-lo.

- Ok Marcos, é bem vindo entre nós! Quantos anos você tem?

- 22. E você com essa cara de playboyzinho, filhinho de papai deve ter no máximo uns 17, 18.

- Vou encarar isso como um elogio. Esse é meu uniforme de trabalho. Acredite, não passamos o tempo todo matando gente por aí, e nem somos pagos pra isso. Meu trabalho me sustenta.

- Mas com certeza deve ter ajuda de seus pais para encobertar essas coisas. Ou eles nem sabem?

- Meus pais morreram há 17 anos.

- Você é órfão de nascença?

- Marcos ... eu tenho 34 anos!

Para Marcos, mais uma coisa não fazia sentido. Diogo tinha cara de adolescente. Daqueles que aprontavam mesmo, com jeito de arteiro. Mesmo que ele fosse uma pessoa MUITO conservada, não aparentaria ter a metade da idade.

- Você tá de brincadeira comigo?

- Não. Se você acha que está com muitas perguntas sem respostas, você ainda não viu nada. Ainda há muito de mim, de nós, para você saber. Sobretudo, ainda há muito de você mesmo para você saber.

- E quando vou saber?

- Logo. Já teve muita informação para hoje. Vou te levar em casa. Amanhã nos falamos.

- Essa coisa vai acontecer comigo de novo? Sabe, a onda de choque?

- Possivelmente sim, mas não dá para saber quando.

- E devo manter isso em sigilo certo? Ou os "outros" virão atrás de mim correto?

- Eles virão atrás de você. Isso é fato. Você tem família? Mora com seus pais? Irmãos?

- Sim!

- É uma decisão difícil para cada um de nós revelar ou esconder isso de nossas famílias. O medo de que elas sofram alguma consequência por conta desse dom é a pior coisa.

- E agora? - perguntou Marcos visivelmente apreensível.

- Um passo de cada vez. Vamos entre no carro, o deixarei em casa. Essa noite, provavelmente você não dormirá mesmo.

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