sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

08 - Implicações

Questionado pelo pai sobre quem havia trazido-o de carro para casa, Marcos disse que foi um colega de trabalho que ia na casa da namorada.
Como Diogo previra, Marcos não conseguiu dormir naquela noite. Diante do que estava acontecendo, muitas implicações surgiam em sua cabeça:
"Será que isso tudo é verdade? Será que não estou preso a uma ilusão? Como vou viver com isso? Conto ou não conta para minha família?"
Sobretudo, o que mais impressionava Marcos não era a onda de choque que provavelmente causara, ou a parede que quebrou no serviço, e nem o fato de Diogo ter levantado um carro na sua frente, mas sim o fato dele ter dito que há mortes nesse jogo.
"Eles virão atrás de mim! E se isso for verdade, o que farão comigo? O que farão com minha família? O que Devo fazer?"
Marcos era uma pessoa que acreditava em Deus, mas não era um fiel fervoroso. Tampouco lia a Bíblia. Evitava pedir a Deus qualquer coisa, pois achava-se capaz de conseguir o que queria.
No entanto, naquela noite, diante da loucura que estava acontecendo, rezou e pediu orientação. Mesmo sabendo que aquilo ia de contrário ao pouco que sabia sobre Deus e religião.
"Afinal, o que eu sou?"
Depois de ficar olhando um tempo para o teto escuro, levantou-se subitamente, sentando-se na cama, com as mãos apoiadas nas pernas.
"Isso é loucura! Irracional! Uma farsa! Estão tentando me convencer de algo que não existe. Tudo que aconteceu nesses dias deve ter alguma explicação lógica. Vou acabar com essa palhaçada que estão fazendo comigo."
Do outro lado da rua, a uns 20 metros do portão da casa de Marcos, um misterioso senhor faz um ligação:
- Diogo, teremos problemas!
- Problemas às 02:37h? O que está havendo?
- Senti duas presenças. Eles já descobriram.
- Tô indo pra aí!

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